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E-learning: A Nova Forma de Aprendizagem
E-learning: A Nova Forma de Aprendizagem
Marcos Rogatto*
Os avanços da Tecnologia da Informação e o acesso às inovações criam diferentes oportunidades. As empresas contam com novas ferramentas para otimizar a qualificação dos funcionários. As instituições educacionais encontram diferentes formas de levar seus ensinamentos a maior número de alunos. Os objetivos são similares já que a atualização frente aos novos cenários mundiais se tornou necessidade premente.
Junto ao aumento da demanda pelos cursos de pós-graduação e de extensão, ocorre grande transformação nas formas de aprendizagem, com o fortalecimento da educação on-line. O ensino através da internet tem capacidade de se estender aos diferentes níveis de escolaridade, possibilitando maior democratização do aprendizado, nas várias áreas do saber. Outra vantagem é a redução dos custos, pois elimina itens presentes nos treinamentos tradicionais. Em relação à impressão de material didático ele também mostra vantagens, pois além de diminuir o volume de publicações, torna mais fácil a alteração e os adendos de conteúdos.
Os benefícios também estão presentes na possibilidade de os alunos revisarem as aulas, que ficam disponíveis na intranet da empresa ou em sites específicos. Ao perceber dúvidas em determinados pontos eles poderão acessar novamente as informações, impondo ritmo próprio de aprendizagem. Isso elimina algumas barreiras de desempenho, de forma que os participantes tenham praticamente o mesmo nível de conhecimento do assunto.
No atual cenário a melhoria na qualificação também passou a contar com as denominadas Universidades Corporativas, criadas para atualização e aperfeiçoamento de seu público. As UCs geram conhecimentos focados nas necessidades específicas da empresa. Através delas as companhias se tornam competitivas e mantém funcionários satisfeitos, implicando na diminuição da rotatividade e no aumento da retenção de talentos.
O Brasil é o 9º país do mundo em internautas e o 8º em número de hosts. Hoje temos mais de 11 milhões de brasileiros com acesso à internet. Mesmo com esses números otimistas, apenas 40 empresas já possuem Universidades Corporativas, todas elas no segmento das grandes corporações.
Infelizmente o aprendizado on-line ainda não é uma realidade para a maioria das empresas da América Latina. Essa é a conclusão do estudo da PricewaterhouseCoopers. Ele mostra que, embora 40% digam que têm estratégias definidas para a área, apenas duas em cada dez estão realmente usando as ferramentas de ensino a distância.
Apesar de alguns entraves é notório o benefício do e-learning, das palestras on-line e das Universidades Corporativas. É denominador comum que as empresas e seus profissionais necessitem de capacitação e as instituições de ensino precisem disponibilizar o saber para maior número de pessoas. Frente a essa nova realidade a utilização da Internet traz grandes perspectivas.
Mesmo com todo o potencial de aprendizagem e o ganho qualitativo dos programas de e-learning, alguns problemas são realidades: a lentidão das conexões, a falta de interatividade dos cursos oferecidos e as restrições tecnológicas que se apresentam para a transmissão de imagens pela rede. Segundo especialistas, boa parte dos cursos se limita a trazer versões on-line das apostilas escritas. Isso pode implicar em baixo aproveitamento do aluno, menor retenção dos conteúdos e alto índice de evasão.
Outro aspecto que deve ser considerado é que o acesso a essa tecnologia precisa ser barateado para que as médias e pequenas empresas também se mobilizam nessa direção. Afinal, elas empregam grande parte da mão-de-obra brasileira e respondem por significativa porcentagem do PIB, mas têm poucos recursos para investir na capacitação.
Como toda nova tecnologia, os aperfeiçoamentos levarão a novas perspectivas de futuro para esses cursos não presenciais. Para chegar a esse nível, eles precisam ser mais atraentes, trazer animações, vídeos, serem mais interativos e ter didática diferenciada. Afinal, a presença audiovisual e a interatividade facilitam a aprendizagem colaborativa.
O tráfego de vídeos, via internet, é vantajoso não só para a Educação, como na otimização dos processos de integração, capacitação e treinamento de funcionários e fornecedores. Ao acessar imagens em movimento e acionar a interação, os benefícios da tecnologia serão muito mais mensuráveis, com a melhor apreensão das mensagens veiculadas e o aproveitamento do “aluno”. A otimização das ferramentas de streaming de mídia e vídeo sob demanda permitirá apresentações mais dinâmicas e informativas.
A convergência tecnológica, o crescimento dos usuários de banda larga e das redes IP, com o aumento da velocidade de acesso à internet, já são realidades. Nesse ano a desregulamentação das telecomunicações, com o incentivo à competição, a provável entrada de outras empresas no setor de telefonia e a possibilidade das operadoras de TV por assinatura agregarem multiserviços trarão ainda outras possibilidades ao setor de Tecnologia da Informação.
Também teremos os aparelhos da terceira geração de telefonia móvel, com os celulares 3G. Eles terão vídeo codec MPEG-4, com som estéreo e memória de armazenagem para reprodução de vídeo e áudio. Junto a todas essas mudanças, a Anatel escolherá o padrão de TV Digital que será implantada no Brasil, com a conseqüente melhoria da qualidade das transmissões e o aumento do número de canais disponíveis.
Essas tecnologias deverão potencializar a educação à distância e construir novas soluções corporativas em publicidade, vendas, serviços e treinamento. Com o desenvolvimento de soluções que otimizem as aplicações de ensino à distância, esse processo terá maior penetração. Ao mesmo tempo, para o melhor aproveitamento dessas novas mídias, será necessária a criação de conteúdos que utilizem os potenciais tecnológicos.
Se o percurso for seguido o ensino através da internet será não só mais atraente como eficiente e, a queda no custo, levará essa experiência para as pequenas empresas. Isso, com certeza, transformará a necessidade de capacitação em prazer pela aprendizagem.
*Marcos Rogatto é jornalista, mestre em Multimeios pela Unicamp e diretor da produtora Studio Eletrônico. E-mail: marcos@studioeletronico.com.br
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